Muita gente acredita que contratando seguro “completo” está protegida contra qualquer dano ao veículo.
Mas quando falamos de vandalismo, a realidade é outra. Na maioria das seguradoras, vandalismo não é uma cobertura isolada. E mesmo na cobertura compreensiva, o pagamento pode depender do valor do prejuízo em relação à franquia.
O que é considerado vandalismo?
-Vandalismo é o dano intencional causado por terceiros ao veículo, como:
- Riscos profundos na lataria
- Vidros quebrados propositalmente
- Retrovisores arrancados
- Carro incendiado
- Danos após brigas ou conflitos pessoais
A cobertura compreensiva cobre vandalismo?
Depende da seguradora e da situação. Na prática de mercado, a cobertura compreensiva (colisão + incêndio + roubo/furto + fenômenos naturais) não traz “vandalismo” descrito como cobertura separada.
Os danos costumam ser enquadrados como colisão ou incêndio, dependendo do caso. Para que haja indenização, o valor do prejuízo precisa superar a franquia contratada. Ou seja se alguém riscar seu carro e o conserto custar R$ 1.500
E sua franquia for R$ 3.000 você paga do próprio bolso.
E aqui está algo que poucos corretores explicam seguro contra roubo e furto NÃO cobre vandalismo.
Se alguém quebrar seus vidros ou destruir a lataria e não levar o carro, não há indenização nesse tipo de plano.
O que quase ninguém explica sobre franquia:
Franquia é a participação obrigatória do segurado no prejuízo em caso de colisão ou danos parciais. Então mesmo que haja cobertura, você sempre terá um custo inicial. E em casos de vandalismo leve (riscos, pequenos amassados, espelhos), muitas vezes o valor não compensa acionar o seguro ou sequer atinge a franquia.
Por isso muitos clientes acham que “seguro não cobriu”, quando na verdade o contrato previa essa condição.
Como se proteger de verdade?
Se você quer evitar surpresas:
✔ Verifique se sua apólice é compreensiva
✔ Entenda o valor da sua franquia
✔ Pergunte ao corretor como funciona em caso de vandalismo
✔ Avalie franquia reduzida se o veículo for novo
Seguro não é só preço.
É estratégia de proteção patrimonial!